quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho - Dia do Escritor



COMO APARECE DENTRO DE NÓS UM ESCRITOR
Texto de Catarina Maul 

Imagino que um escritor seja alguém que passou uma infância difícil, com a boca tão lotada de emoções, que elas mal o deixavam falar. E estas emoções, de tantas que eram, deixavam o escritor caladinho, fechado na sua imaginação. 
E tem mais, quando as emoções eram muitas mesmo, além de não conseguir falar, ele também não conseguia comer, pois aquele emaranhado de emoções parecia que deixava um nó na sua garganta. 
Ele caminhava calado, ou fingindo que as emoções não estavam lá. 
Ah, você quer saber de onde elas vinham?
Elas vinham de diversos lugares. 
Quando ele brigava com a mãe e olhava os olhos tristes dela, lá vinha aquele monte de emoção. 
Quando ele passava na rua e via um cachorrinho abandonado, sem saber onde buscar alimento ou abrigo, lá vinham elas, as emoções.
Quando ele passava pela menina mais bonita da escola e ela o cumprimentava com o sorriso, ah... Ai era emoção demais!
E quando ele via no jornal da TV alguma coisa ruim, onde alguém sofria muito, a emoção era diferente. Parecia que ficava ainda mais pesada. Tanto, que ele sentia seu queixo cair, de tanto que elas pesavam em sua boca. 
Mas um dia, o menino começou a cuspir essas emoções, uma a uma. Só que ele as cuspia num papel. 
E aquele cuspe, que devia ser a coisa mais nojenta do mundo, não era, na verdade. Era colorido, bonito, era como uma obra de arte. 
E o menino começou a perceber que de acordo com o causador das emoções, ela tinha uma cor, um peso, um tamanho.
E quando a boca do menino ficava muito cheia, era só dar um cuspe... e pronto! Palavras caiam pra todo lado na folha (e não importava se a folha tinha linha ou não, se tinha cor ou não, se era bonita ou não). E o que fazia da folha bonita eram as palavras!
Acho que assim nasce todo escritor, no momento em que percebe que não consegue segurar suas emoções só pra si. Quando precisa organizar o que sente nas palavras... E quando necessita organizar as palavras no papel.
Por isso, não viva sufocado com suas palavras, muito menos com suas emoções. Deixe que elas colem num papel qualquer, deixe que elas se arrumem e virem uma obra de arte. E de repente, quando menos esperar, estas emoções coladinhas naquele papel onde você deu uma cuspida de palavras, podem ajudar a emocionar alguém que não nasceu com o dom de sentir emoções, como você. E ai você terá se transformado em um escritor de verdade.



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Vida de Escritor

Hoje de A a Z
somos multiplicados
pelas diferentes personalidades,
estilos,
sensibilidades.
Aqui! nos completamos,
viajamos,
sonhamos,
choramos;
Dividimos e somamos as infinitas alegrias,
dos diferentes poetas e poetisas.
Vem nos encantar com suas
vivencias de vida.
A cada dia uma nova descoberta,
sede de palavras,
de querer mais...
Família unida abraçando a alma.
Ser escritor e mais do que colocar palavras,
é deixar vir o espelho da alma.
Viajar sem sair do lugar,
permitindo-se flutuar.
Navegando... navegando... navegando...
No universo das emoções sem fim.

JG Poeta da Alma
São Paulo - SP


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Inacreditável!

Na escrita já cheguei a morrer de amor cinco vezes no mesmo dia. Na leitura eu já fugi de perseguições e cheguei em casa com algumas escoriações. Mas de todas essas aventuras (amores e perseguições) eu sempre escapei ileso ou renasci, e cansado, sempre ia repousar numa praia deserta que conheço lá em Minas Gerais. Lugar do meu refúgio onde a noite as estrelas desciam do céu e tocavam comigo canções de ninar para as corujas que dormiam por toda madrugada. Por ali corriam bicho preguiça e tartaruga brincando de pega pega felizes como se deve ser. Nesse meu mundo percebi que a vida deve ser escrita tendo sempre em mente uma nova leitura.

Alex Avena



Um comentário:

silvana gonçalves luiz disse...

É isso!Escritor é toda essa emoção!!faz das palavras uma obra de arte que encanta,suaviza as dores, abre caminhos,palavras companheiras...Parabéns a todos escritores!!!