domingo, 10 de agosto de 2014

Varal: Abro a janela do meu peito

O desafio da vez é a construção de poemas que vão compor o varal do sarau da CPI em setembro, cujo tema será: ABRO A JANELA DO MEU PEITO


Em derradeiro estardalhaço, a janela estava cerrada. 
Aos cadeados, trancavam 7 chaves.

Porém, entre as claves, clavava um som tímido. 
Seu deslumbre de sombra fresca, que fugia do sol fervente.

Este tímido semblante de marcha fúnebre.
Alegre e destruidor.

Para que nasçamos a morte se faz, 
Mesmo que tal seja da própria morte.

Rasga a farrapa de meu peito... esta janela quebrada.
O vidro corta-me a pele, mas o sangue que dela jorra 
Alimenta a vontade de ser vida.

Sangra a morte da morte. Faz-se vida em meu peito. 
Novamente ao derradeiro, e a janela não mais cerrada.
-Lua .

Beatriz Lima
São José dos Campos/SP
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Luminescência

Abro a janela do meu peito
Para a minha alma arejar
O coração fica satisfeito
Pois fica livre pra sonhar

Sentimentos bons me inundam
Invadem cada canto de meu ser
Criam raízes, se aprofundam
Para ali sempre permanecer

O amor tornou-se força motriz
Dando ao meu mundo amplitude
Permitindo-me então ser feliz

Para mudar bastou uma atitude
A vida encontrou uma diretriz
Enfim, encontrei a plenitude.

Elciana Goedert (Ciça)
Curitiba/PR
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Esquece a timidez

A culpa é minha, eu não abri meu peito...
Eu não falei do amor que acontecia
no meu interior, que tanto ardia.
Valorizei demais os preconceitos.

Eu não abri, fiquei daquele jeito,
a murmurar, chorei na poesia.
Perdi aquela chance de alegria,
eu não pensei, eu não pensei direito.

Hoje ao menor sinal do teu agrado,
eu não repetirei o mesmo engano.
Tranquilo eu ficarei sempre ao teu lado,

meu novo amor, em nosso caso arcano.
Manda um sinal, envia o teu recado,
esquece a timidez, amar é humano.

Gilson Faustino Maia
Petrópolis/RJ
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Jorge Ricardo Dias
Rio de Janeiro/RJ
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Luciana Cunha
Petrópolis/RJ
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Janela do meu peito

Abro a janela do meu peito
e por ela vejo o amor chegar.
De mansinho e meio sem jeito,
avisa-me que é hora de amar.

Se achegue nobre sentimento,
a janela foi aberta para você.
Acompanharei seu crescimento,
nesse peito que está à sua mercê.

Por essa janela você já entrou,
e um cantinho escolheu para ficar.
Não interessa por onde perambulou,
pois daqui, você nunca mais sairá.

Evolua, cresça e se torne visível,
não tenha medo de aparecer.
Mostre que tudo é possível,
basta o coração te conhecer.

Luiz Santos
Rio de Janeiro/RJ
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Abro a janela do meu peito

E ajeito para os lados a cortina azul de minh’alma
Abro a janela do meu peito como se fosse manhã
Raios de mim brilham um fulgor que bate palma
E de dentro para fora um cheiro e gosto de maçã.

E o mundo me olha, pois abri a minha profundeza
Percebe que os meus cabelos são felizes ao vento
Que os meus olhos apesar de lágrimas tem leveza
E nos meus braços o abraço de confiança é alento.

E abro a janela do meu peito, quero estar exposta
Quero que todos vejam o que possuo na essência
Esse amor tão grande que nutre minha existência.

Abrir a janela do peito, me abrir é essa a proposta
É que tudo o que eu sinto e não digo, fica perdido
_ Te gosto todo tanto; dito: não perderá o sentido.

Raquel Ordones
Uberlândia/MG
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Permissão para abrir

Céu azul, maravilhosa manhã 
na direção do sol o caminho é perfeito 
a luz que surge no alto infinito 
tem brilho, tem forma emoldura com jeito.

Tudo é real humildade, simplicidade... 
mistura perfeita de sabores 
entre tudo que acontece agora
o encontro, verdadeiro, dos amores.

Amor de pais, no carinho sutil, 
amor de amigo, no abraço apertado, 
amor ao outro no simples aceno, 
amor de amantes no beijo calado.

É festa de dons no baile da vida, 
balé sem igual com sincronia impecável 
sentindo a brisa gostosa na pele 
a união entre os povos é utopia estável.

Meu peito explode querendo só vida 
ao sentir tudo junto sem choro nem vela 
tudo acontece diante de mim 
se permito, de dentro, abrir a janela.

Rodolfo Andrade
Petrópolis/RJ
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Um comentário:

Raquel Ordones disse...

lindo, lindo...show!!!